A integração de novos colaboradores, conhecida como onboarding, é um dos momentos mais significativos para qualquer empresa. É nessa hora que construímos uma relação de confiança, esclarecemos responsabilidades e, principalmente, garantimos que todos entendam e respeitem as normas de Segurança e Saúde no Trabalho (SST). Entre as normas brasileiras, a NR-1 ocupa um papel fundamental no onboarding, pois ela estabelece as bases sobre as quais todas as outras normas regulamentadoras se apoiam. No Portal NR1, temos visto de perto como a adoção correta desse processo faz toda a diferença na cultura de prevenção e na redução de acidentes.
Por que integrar a NR-1 desde o primeiro dia?
Pode até parecer apenas uma exigência legal incluir a NR-1 na integração. Porém, em nossa experiência, a abordagem correta impacta diretamente o sucesso do processo como um todo. Integrar a NR-1 no onboarding significa apresentar, logo de início:
- O conceito central de gerenciamento de riscos ocupacionais (GRO)
- O funcionamento básico do PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos)
- Os direitos e deveres do trabalhador em SST
- As principais ferramentas e sistemas que a empresa utiliza para a gestão de riscos
Prevenção começa antes do primeiro incidente.
E não adianta só repassar os tópicos. A percepção de segurança se constrói com exemplos práticos e clareza nas orientações. Quando abordamos esse tema de forma didática, mostramos o valor real da NR-1 para a vida de todos.
Como a NR-1 se encaixa no onboarding prático
No Portal NR1, acompanhamos muitos setores diferentes, cada um com seus desafios. O mais comum entre empresas é enxergar a integração à NR-1 como uma apresentação meramente teórica ou uma obrigação documental. No entanto, transformar essa etapa em algo prático faz o novo colaborador se sentir parte da cultura de SST desde o início.
Nossa sugestão é que o onboarding contenha, pelo menos:
- Apresentação do conceito de GRO: Mostrando como o gerenciamento de riscos faz parte do cotidiano, não apenas dos processos.
- Explicação breve do PGR: Demonstrar quais são os riscos identificados na área em que o colaborador irá atuar, mostrando os principais procedimentos.
- Treinamento interativo:
- Vídeos curtos apresentando situações do dia a dia
- Atividades práticas ou rápidas simulações
- Entrega de material didático acessível: Apostilas, folders digitais e canais internos de dúvidas.
- Anotação formal do treinamento: Registro do conteúdo e da participação do colaborador, conforme previsto na própria NR-1.
Acreditamos que investir nesse roteiro já na chegada do funcionário reforça o valor do cuidado mútuo.

Orientações práticas: exemplos e curiosidades
Durante nossas pesquisas e contatos com especialistas, percebemos que companhias que têm sucesso na integração da NR-1 no onboarding tendem a adotar certas práticas simples, porém eficazes:
- Envolver lideranças no treinamento inicial
- Resgatar acidentes antigos e debater os aprendizados
- Explicar a “mãe de todas as NRs” usando linguagem clara
- Relacionar a NR-1 com situações do setor específico da empresa
Entender o “porquê” antes do “como fazer”.
E mais: alguns especialistas sugerem criar um canal aberto para dúvidas frequentes. Isso pode ser feito por chats, FAQ internos ou reuniões rápidas após o onboarding. Dessa forma, diminuímos a distância entre teoria e prática.
Ferramentas, sistemas e materiais: o que pode ajudar?
Hoje, a NR-1 já permite e estimula, inclusive, treinamentos em formato EAD (ensino a distância), desde que sejam respeitados critérios de qualidade e registro. No Portal NR1, nós já discutimos várias boas práticas para treinamentos EAD na área de SST, com dicas para engajamento e avaliação de aprendizado.
Alguns itens que recomendamos para uma integração moderna e eficiente:
- Materiais multimídia (vídeos, infográficos, podcasts)
- Softwares ou plataformas que atuem no controle de treinamentos e no armazenamento de registros
- Checklist automatizados para conferência de etapas do onboarding
Essas ferramentas otimizam o tempo do RH, padronizam informações e garantem que nenhum passo seja pulado por descuido.

Erros comuns e como evitá-los
Mesmo com toda orientação, sabemos que algumas falhas podem passar despercebidas. Recentemente, organizamos um checklist detalhado sobre erros comuns ao integrar a NR-1 com outras NRs. Vale compartilhar aqui os 3 que mais costumamos ver:
- Focar apenas na legislação, sem traduzir para o dia a dia do colaborador
- Não registrar adequadamente a participação e conteúdo dos treinamentos
- Ignorar riscos específicos da função do novo contratado
Corrigir esses pontos é algo que demostra, na prática, o comprometimento real da empresa com saúde e segurança.
Dicas práticas para personalizar o onboarding com NR-1
Sabemos que cada empresa é única, mas adaptar o onboarding às suas necessidades não é um bicho de sete cabeças. Aqui vão sugestões testadas e aprovadas por empresas que acompanham o Portal NR1:
- Inclua um bate-papo informal sobre “minha primeira experiência com SST” para quebrar o gelo
- Se possível, faça uma pequena visita guiada pelo ambiente de trabalho apontando riscos e controles já existentes
- Adapte o material didático conforme o perfil do colaborador: jovens aprendizes? Mais vídeos e exemplos práticos. Profissionais experientes? Casos reais e desafios específicos.
Vale lembrar que a integração é dinâmica, podendo ser ajustada conforme feedback dos próprios participantes.
Onde buscar mais orientações de implementação?
Muitas dúvidas sobre o processo prático ou documentação podem ser respondidas em fontes especializadas. Aqui no próprio Portal NR1, temos uma categoria dedicada a implementar a NR-1, incluindo manuais, infográficos e explicações claras sobre cada passo. Recomendo também o guia prático para a implementação da NR-1 e nosso guia geral sobre NR-1 para entender desde o básico até tópicos avançados.
Conclusão: onboarding que protege e engaja
Quando fazemos a integração da NR-1 de maneira prática, transparente e personalizada, investimos em uma cultura forte, onde todos conhecem seu papel. A experiência mostra que um bom onboarding vai muito além do mero cumprimento da legislação. Ele conecta, educa e inspira o novo colaborador.
Quer conhecer mais sobre as melhores práticas em NR-1, baixar materiais atualizados, ou receber orientações para a sua empresa? Visite o Portal NR1 e fortaleça sua equipe no que mais importa: informação e segurança para todos.
Perguntas frequentes sobre NR-1 no onboarding
O que é a NR-1 no onboarding?
A NR-1 no onboarding é a apresentação das bases da Segurança e Saúde no Trabalho para novos colaboradores, detalhando como o gerenciamento de riscos funciona na empresa. Esse processo garante que todos compreendam seus direitos, deveres e conheçam as diretrizes da empresa para prevenir acidentes e doenças.
Como aplicar a NR-1 na integração?
Para aplicar a NR-1 na integração, sugerimos abordar o conceito de GRO, explicar o funcionamento do PGR no local, apresentar os riscos específicos do setor e realizar treinamentos práticos ou interativos. O registro dessas etapas é fundamental para garantir que todos os requisitos legais estejam cumpridos. Utilizar materiais didáticos variados facilita o entendimento e engajamento dos novos colaboradores.
NR-1 é obrigatória para novos colaboradores?
Sim, conforme descrito na regulamentação, a NR-1 é obrigatória para todos os trabalhadores, incluindo os recém-contratados. O onboarding deve contar com apresentação dos direitos e deveres de segurança e saúde, e treinamento inicial registrado conforme prevê a norma.
Quais treinamentos da NR-1 são necessários?
Os treinamentos exigidos na NR-1 para onboarding incluem a apresentação dos riscos ocupacionais, os controles previstos no PGR da empresa, direitos e deveres do trabalhador, políticas internas da organização e outras normas relacionadas à função exercida. A capacitação inicial pode ser presencial ou à distância, desde que atenda aos critérios estabelecidos na própria NR-1.
Quanto tempo dura o treinamento NR-1?
O tempo do treinamento NR-1 não é fixado em horas específicas, pois depende do perfil da função e do risco envolvido. Ele deve ser suficiente para que o trabalhador compreenda o conteúdo apresentado, sendo geralmente realizado no primeiro dia de trabalho ou antes do início das atividades. O mais importante é que todo o processo seja documentado e o conteúdo adaptado ao contexto de cada colaborador.
