Gestores analisando contrato de terceiros com foco em segurança do trabalho e NR-1

A cada ano, a interação entre legislação trabalhista e práticas empresariais toma novos rumos. Quem lida com contratos de terceiros sente diretamente o reflexo dessas mudanças. Em 2026, essa evolução já pode ser percebida, principalmente quando olhamos para a Norma Regulamentadora 1 (NR-1) e seu impacto prático.

No Portal NR1, investigamos como a NR-1 orienta, limita e transforma as relações contratuais envolvendo terceirizados. Nossa experiência mostra que as empresas que se adaptam rapidamente a essas exigências não apenas evitam multas, mas fortalecem sua cultura de segurança e valorizam suas equipes.

Por que a NR-1 mudou a contratação de terceiros?

A NR-1, conhecida como "mãe de todas as NRs", é o ponto inicial de toda legislação sobre Segurança e Saúde no Trabalho (SST). Depois das atualizações mais recentes, especialmente a partir de 2022, a NR-1 passou a cobrar das empresas não só a proteção dos empregados diretos, mas também dos terceirizados.

Esse novo olhar reforça um conceito:

A gestão de riscos é coletiva, não exclusiva do contratante ou do contratado.

Assim, desde a negociação até o encerramento de um contrato, existem passos que não podem mais ser ignorados.

Antes de fechar o contrato: quais cuidados são exigidos?

No processo de cotação, escolha e definição do fornecedor terceirizado, a empresa já precisa considerar algumas exigências da NR-1:

  • Verificar se a empresa terceirizada possui documentação regularizada em SST
  • Analisar evidências do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) e dos treinamentos obrigatórios
  • Pedir histórico de acidentes ou irregularidades recentes
  • Discutir, em contrato, responsabilidades compartilhadas entre contratante e contratado

Nossa observação é que, ao incluir esses pontos desde o início, o contrato ganha clareza e diminui riscos de conflitos futuros. Inclusive, empresas inovadoras já colocam cláusulas específicas exigindo capacitação constante e acompanhamento técnico de SST.

Empresários avaliando documentos de contrato terceirizado numa mesa de reunião

Durante a prestação de serviço: o que mudou na rotina?

Quando o terceirizado já está em campo, a empresa contratante precisa garantir que todos os processos estejam alinhados com as práticas da NR-1. Isso inclui integração, supervisão e participação ativa na capacitação dos trabalhadores. Em 2026, as exigências envolverão ainda mais tecnologia e documentação digital, com auditorias e cruzamento de dados mais frequentes.

  • Promover integração específica que mostre riscos do local de trabalho
  • Oferecer (ou cobrar) treinamentos dentro do modelo definido pela NR-1
  • Registrar a entrega de EPIs, orientações e instruções práticas
  • Monitorar cumprimento do PGR do terceirizado – e se alinhar com o PGR da contratante

Um ponto que percebemos nas empresas acompanhadas pelo Portal NR1 é a adoção de sistemas onde todo esse processo é registrado em nuvem, o que facilita o acompanhamento e reduz falhas na documentação.

Contratos mais detalhados: cláusulas indispensáveis em 2026

Os contratos firmados neste novo cenário precisam ser mais robustos. Não se trata apenas de valores e prazos. Eles devem incluir detalhes de responsabilidades, alinhamento de metodologias de segurança, fluxos de comunicação em caso de acidente e programas de capacitação contínua.

  • Descrição das obrigações da contratada e contratante na prevenção de riscos
  • Cláusula de atualização e revalidação dos programas de SST
  • Prevê penalidades para descumprimentos, inclusive afastamento de trabalhadores sem capacitação válida
  • Definição clara de quem responde em cada etapa do gerenciamento de risco

Essas recomendações podem ser encontradas no nosso conteúdo prático sobre implementação da NR-1. Vemos grande valorização dessa abordagem pelas áreas jurídicas e de RH, que sentem mais segurança nas relações com terceiros.

Impactos da fiscalização e consequências do descumprimento

Com a digitalização de documentos e cruzamento de dados, a fiscalização do Ministério do Trabalho ficou mais eficiente. Em 2026, esperamos um aumento das inspeções concentradas em contratos com uso intensivo de terceirização. O descumprimento das normas pode resultar em multas, embargos de obras, bloqueio de contratos públicos e até processos judiciais.

Fiscal parado ao lado de trabalhadores terceirizados, conferindo checklists de segurança

Por experiência, empresas que falham em exigir e monitorar o cumprimento da NR-1 por terceirizados tendem a ser responsabilizadas solidariamente, ou seja, respondem junto com o terceirizado por acidentes e irregularidades. Isso reforça a importância de acompanhar todas as atualizações legislativas.

Cases e boas práticas em contratos terceirizados

No Portal NR1, acompanhamos exemplos reais de empresas que aprimoraram suas relações contratuais ao incluir a NR-1 como foco central. O resultado mais visível é a redução de acidentes e um ambiente de trabalho mais transparente e colaborativo.

  • Empresas do setor industrial adotaram integração conjunta e reuniões mensais sobre riscos
  • Organizações do varejo investiram em comunicação visual customizada para terceirizados
  • Prestadoras de serviços formalizaram manuais e treinamentos obrigatórios compartilhados

Esses casos, publicados em nossa seção de guias e estudos sobre a NR-1, mostram que não se trata só de cumprir regras, mas de criar confiança e responsabilidade para todos os envolvidos.

Dicas práticas para contratos de terceiros alinhados à NR-1

Em nossas pesquisas, reunimos orientações úteis para empresas que desejam firmar contratos seguros e transparentes em 2026:

  • Sempre solicitar toda a documentação de SST do terceirizado antes do início do serviço
  • Incluir no contrato a necessidade de atualização periódica do PGR e outros programas
  • Garantir integração presencial ou online específica, com registro formal dos participantes
  • Acompanhar treinamentos periódicos e reciclagens, inclusive para temas de GRO
  • Documentar interações, entregas de EPI e orientações, digitalizando todos os comprovantes
  • Prever auditorias conjuntas e pontos de contato para discussão de não conformidades

Recomendamos acompanhar nosso artigo detalhado sobre como implementar a NR-1 para se manter sempre atualizado e seguro nas contratações terceirizadas.

Conclusão

Em 2026, a presença da NR-1 nos contratos de terceiros deixou de ser uma formalidade. Já é parte ativa da rotina e da cultura das empresas modernas. Vivenciamos, no Portal NR1, uma transição real: o cuidado com a segurança de terceirizados se transformou em vantagem competitiva e em aliado na manutenção de negócios estáveis.

NR-1 em contratos de terceiros: risco controlado, confiança ampliada.

Quer continuar avançando? Acesse nossos conteúdos, compartilhe suas experiências e mantenha sua empresa preparada para o futuro da segurança do trabalho. O Portal NR1 está ao lado dos profissionais que buscam práticas atualizadas e seguras para todos.

Perguntas frequentes sobre NR-1 e contratos de terceiros em 2026

O que é a NR-1 nos contratos de terceiros?

A NR-1, nos contratos de terceiros, é a norma que define as obrigações mínimas de segurança e saúde no trabalho tanto para empresas contratantes quanto para terceiros contratados. Ela exige que ambas as partes adotem práticas de gerenciamento de riscos, ofereçam treinamentos adequados e garantam condições seguras para todos os trabalhadores envolvidos. Esse ponto é explicado em detalhes no nosso artigo sobre os impactos da NR-1 nas empresas.

Como a NR-1 afeta empresas em 2026?

Em 2026, a NR-1 obriga empresas a planejar, documentar e fiscalizar todas as ações relacionadas à segurança, inclusive quando envolvem terceiros. Isso significa mais controles, auditorias digitais, cláusulas específicas em contratos e uma postura preventiva, não apenas corretiva.

Quais obrigações a NR-1 traz para terceiros?

Terceirizados precisam apresentar documentação atualizada de SST, participar de integrações, entregar evidências de treinamentos válidos, manter PGR próprio e adotar medidas de controle de riscos conforme o ambiente da contratante. O não cumprimento pode gerar afastamento do trabalhador ou até rescisão de contrato.

Como cumprir a NR-1 em contratos terceirizados?

Cumpra a NR-1 em contratos terceirizados incluindo cláusulas de segurança no contrato, exigindo documentação, promovendo integrações e fiscalizando a aplicação real das normas. Acompanhar treinamentos, auditar processos e manter registros digitais são medidas fundamentais para esse compromisso.

Quem fiscaliza contratos conforme a NR-1?

A fiscalização é feita principalmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego, podendo também envolver sindicatos ou auditorias internas das próprias empresas. As ações vão desde inspeções presenciais até análise de documentos digitais enviados pelas partes. O não cumprimento da NR-1 pode resultar em penalidades para contratante e contratado.

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Victor Sponchiado

Sobre o Autor

Victor Sponchiado

Victor Sponchiado é especialista apaixonado por Segurança e Saúde no Trabalho, dedicando-se especialmente ao estudo e à disseminação de informações sobre a Norma Regulamentadora 1 (NR-1). Victor busca tornar o conhecimento técnico acessível, prático e relevante, sempre atento às novidades e aplicabilidades da NR-1 no Brasil e internacionalmente. Sua atuação visa ajudar empresas e profissionais a alcançarem excelência em Gerenciamento de Riscos Ocupacionais por meio de conteúdo atualizado e confiável.

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