O mundo do trabalho está mudando. Em 2026, o conceito de riscos emergentes dentro da NR-1 – Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) ganha ainda mais relevância. Novas tecnologias, formas de interação, diversidade de ambientes e até mudanças nos aspectos psicossociais criam cenários inéditos. Nosso objetivo no Portal NR1 é ajudar empresas, profissionais de SST e demais interessados a responder: Como identificar riscos emergentes e agir de acordo com as demandas da NR-1?
Prever o futuro do trabalho é, antes de tudo, questionar o presente.
O que são riscos emergentes na NR-1?
Antes de falarmos sobre identificação, precisamos entender o conceito. A NR-1 foca no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, convidando as empresas a irem além do básico – olhar para riscos tradicionais (químicos, físicos, biológicos, ergonômicos, acidentes) e enxergar novos perigos que surgem com as mudanças rápidas na sociedade e na tecnologia.
Riscos emergentes são perigos que não existiam ou eram pouco relevantes há alguns anos, mas que crescem em importância devido à evolução dos ambientes de trabalho. Em 2026, exemplos claros são os riscos ligados à saúde mental, tecnologias baseadas em inteligência artificial, robótica, trabalho híbrido e novas relações de subordinação.
Em nossos conteúdos sobre a NR-1, detalhamos como o conceito “emergente” amplia o alcance do GRO e exige atualização constante dos métodos de controle.
Como os riscos emergentes surgem no ambiente de trabalho?
A sociedade conecta-se cada vez mais rápido, as tecnologias evoluem em ritmo acelerado, e o trabalho remoto ou híbrido virou rotina. Essas tendências, que parecem positivas, geram consequências não previstas. Alguns exemplos:
- Fadiga por excesso de informação digital.
- Níveis elevados de estresse ligados ao isolamento social do home office.
- Dependência de softwares na tomada de decisão (e possíveis falhas de algoritmos).
- Mudanças de processos que não acompanham a adaptação dos trabalhadores.
- Ampliação da atuação de máquinas inteligentes interagindo com pessoas, aumentando riscos de interface.
Esses riscos surgem inesperadamente e, muitas vezes, passam despercebidos pelos métodos tradicionais de análise. Por isso, a cultura de antecipação é fundamental.

Os principais desafios para identificar riscos emergentes
Pelo que temos visto de 2023 até agora, há três grandes barreiras para detectar riscos emergentes:
- Cultura organizacional resistente à mudança: Muitas empresas acreditam que o que já funcionou até hoje seguirá eficiente, ignorando alertas do futuro.
- Deficiência de métodos de avaliação: Ferramentas antigas de análise de riscos normalmente não capturam perigos “não visíveis”.
- Falta de integração dos setores: Gestão fragmentada de SST, TI, RH e setores produtivos dificulta a identificação de riscos híbridos.
O gerenciamento moderno de riscos pede colaboração entre áreas. E flexibilidade na análise.
Como identificar riscos emergentes na prática em 2026?
No Portal NR1, desenvolvemos uma abordagem baseada em cinco pilares para identificação de riscos emergentes dentro do escopo da NR-1:
- Monitoramento de tendências: Acompanhamento contínuo de inovações, legislações, notícias sobre SST (inclusive internacionais) e metodologias emergentes.
- Análise participativa: Envolvimento regular de trabalhadores em rodas de conversa, pesquisas e mapeamento de possíveis situações desconhecidas.
- Cruzamento de dados: Integração de dados de saúde, absenteísmo, produtividade, acidentes e near-misses para revelar padrões inesperados.
- Avaliação psicossocial: Incorporação de questionários sobre saúde mental, clima, percepção de riscos, conforme discutido em nossos estudos sobre riscos psicossociais.
- Revisão constante dos inventários: Atualização dinâmica dos inventários de riscos (possivelmente mensal ou trimestral), abordando novas ameaças tão logo surjam. Explicamos o passo a passo em nosso guia de inventário eficaz.
De acordo com a experiência registrada em nossos guias de atualização da NR-1, riscos emergentes não devem ser vistos como exceção, e sim como tendência natural do ambiente de trabalho digital e globalizado.

Ferramentas e práticas para 2026
Para 2026, novos recursos digitais tornam o processo de identificação mais rápido e participativo. Algumas boas práticas que vimos em casos de sucesso:
- Uso de softwares de gestão integrados com plataformas de BI.
- Aplicativos móveis para registro instantâneo de quase-acidentes e comportamentos inseguros.
- Painéis compartilhados entre setores que registram anomalias em tempo real.
- Grupos de trabalho interdisciplinares para discussão proativa de novidades tecnológicas e eventuais impactos negativos.
A NR-1 permite e incentiva essas inovações. E está alinhada ao conceito de “ciclo contínuo” do PGR, com adaptações rápidas sempre que surgem novos perigos.
O segredo está na atitude aberta à mudança, sem temer o desconhecido, e no uso intenso de ferramentas colaborativas.
Como incluir riscos emergentes no GRO e no PGR
Quando identificamos um risco emergente, precisamos seguir um roteiro prático:
- Registrar o risco no inventário, com detalhamento sobre sua origem e possíveis impactos;
- Revisar as medidas de controle já existentes, adaptando ou criando novas se necessário;
- Comunicar de forma clara e transparente a todos os trabalhadores, promovendo a compreensão do novo cenário;
- Planejar treinamentos de atualização, especialmente para riscos psicossociais e digitais;
- Documentar todos os passos no PGR, mantendo essas informações disponíveis para auditorias e análises futuras. Orientamos sobre esse fluxo em nosso guia prático sobre implementação da NR-1.
Identificar é o começo. Agir rápido faz a diferença.
O impacto cultural e o papel da liderança
Nenhuma ferramenta digital substitui o olhar atento da liderança. O engajamento ativo da alta direção, líderes intermediários e de todas as equipes operacionais faz com que a identificação de riscos emergentes deixe de ser exceção e passe a ser cultura.
E não é só obrigação legal. É compromisso com a saúde, segurança, inovação e reputação das organizações.
Conclusão: olhar para o novo é proteger o futuro
Como vimos ao longo deste artigo, identificar riscos emergentes de acordo com a NR-1 em 2026 exige olhar atento para tendências, atualização de métodos, integração de pessoas e tecnologia, além de abertura ao diálogo. No Portal NR1, nosso foco é facilitar essa jornada com conteúdos, guias e sistemas sempre alinhados ao espírito de atualização da própria norma.
Faça parte dessa transformação: conheça nossas publicações e ferramentas exclusivas para aplicar a NR-1 de forma moderna, eficiente e próxima da realidade da sua empresa.
Perguntas frequentes sobre riscos emergentes na NR-1
O que são riscos emergentes na NR-1?
Riscos emergentes na NR-1 são aqueles perigos que surgem ou aumentam de forma relevante devido a mudanças tecnológicas, sociais ou organizacionais, e que não estavam previstos nos métodos tradicionais de análise. São exemplos riscos ligados à saúde mental, inovações digitais, automação e novas formas de trabalho que desafiam os controles clássicos.
Como identificar riscos emergentes em 2026?
Para identificar riscos emergentes em 2026, é recomendado monitorar tendências, ouvir trabalhadores, analisar dados integrados, adotar avaliações psicossociais e manter revisão dinâmica dos inventários de riscos. As empresas que promovem participação ativa, atualização digital e abertura ao diálogo detectam rapidamente novos perigos.
Quais exemplos de riscos emergentes existem?
Alguns exemplos comuns de riscos emergentes são: fadiga digital, estresse relacionado ao home office, falhas em sistemas de inteligência artificial, impactos do trabalho remoto na saúde mental, conflitos nas interfaces humano-máquina, exposição elevada a tecnologias novas sem treinamento adequado e riscos psicossociais decorrentes da hiperconectividade.
A NR-1 mudou em relação aos riscos?
Sim, nos últimos anos a NR-1 avançou cobrando abordagens preventivas e o conceito dinâmico de riscos. O foco agora vai além dos fatores tradicionais, exigindo Gerenciamento de Riscos Ocupacionais permanentemente atualizado, inclusive frente aos riscos emergentes. Essa evolução estimula a atuação proativa das empresas.
Como agir após identificar um risco emergente?
O passo seguinte é registrar o risco no inventário, revisar controles existentes, comunicar os trabalhadores, promover treinamentos necessários e incluir tudo no PGR. Isso garante rastreabilidade, atualização e resposta rápida, conforme indica a própria NR-1 e as boas práticas do Portal NR1.
